domingo, 10 de agosto de 2014

The unlovable me is the one I'm loving

I got flaming lips and a licky tongue
With honeyed words for deaf ears.
Flawless flaws and perfect imperfections,
Like the shades of black and white.

Different everyday, at any time
Hours come and go, the minutes fly by
What I’ve cured has sicken me now
What I’ve craved has let me down

The proud stubbornness
The hopeless expectation

I ate the fruit, I took the bait
The snake oil felt so strangely great
I don’t feel like I used to…
Perhaps I’ll feel someday 

The sludging creeping inertia 
Is the loving wife of the mourning 
And the adulterous lover of dementia 
The unlovable me is the one I'm loving





quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Bloody Lyrical Nonsense

I see Yoshimi battling the Pink Robots,
A woundrous sight to see...
There at the end of the street a "Goo goo ga joob
Goo goo ga joob joob ah"
Do you ear that?
It's those Beatles flying high
And singing in a sky full of marmalade...

These streets are full of noise,
And bricks and walls and...
Look... it's Lucy!!
Lucy and Eleanor up the stream
They're in a boat made of jelly
Yummy

Yummy, yummy
Lindsey Wells that house looks so swell
Lucy and Eleanor left the boat
And Eleanor is putting up those fancy boots of her
But hey, there you are! The Elephant!
Shaking your big grey trunk for the hell of it...
Wait! Something is up, where am I?
What is this? Is this a dream?

Or...? Naa...
There is Yoshimi again, yelling at me...
Oh Yoshimi can't you see...?
I'm no good for you...
And you ain't good for me...

I'm your villain...
Do you realize?
A villain with darts of pleasure
A lover of words,
A lover of leisures...

All of this is for you...
All for you, all for you, Sophia!
These depleted scribblings
To read on good days and bad days
All for you, Sophia!
All of this from me,
Yours truly,
The Fabulously Lazy


The kings of a decadent society

I have to hold tight,
All this security.
My emotional frailty,
My roman villa dream.

I've seen love but I never had it
Because the love that I want is the love that will die with me
And the love I gave wasn't truly reciprocal
Always I gave, but I didn't feel the reply.

And I'm tired, I'm tired...
I'm tired of giving and I'm tired of trying
I'm tired of waiting for what's not coming
I'm tired of loving without being loved.

So, I'll wait.
I'll wait even if love is not for me
For my soul can't take it...
It has not enough space for foul scars...
It is spent.

Women now are armed with poison daggers
They slash with lovely hatred
They corrupt the body, soul and mind
They pierce with debauchery needs
When all that is needed is peace and quiet
Due to the screaming echoes of my mind
Telling me that it hurts so good but doesn't feel right.

I was caught in enough storms
I was drown in many swamps
I've been tangled in many weeds
I've been in pain for a long time

Someone please give me peace and quiet
And hand out their weapons.
Someone lay to rest those poison daggers
And heal these scars
Suture them softly
Regenerate what is wasted
Lay me to rest
Give me Elysium.

Love is the destruction of good and honorable men
Men who were raised to be kings, but don't see themselves like one
Humble men... simple men... the true kings of humanity
The kings of a decadent society


domingo, 8 de junho de 2014

Olhos de poeira, cor de terra

Olhos de poeira, cor de terra.
Foram neles que me plantei,
É neles que germino,
E neles permanecerei.

Os teus olhos são poeira,
São terra que me rodeia,
São imensidão planetária,
São gravidade astral.

Um olhar, guardado e perdido…
Agora encontrado.
Encontrado? Não.
Recebido, dado.

Tão perdido e fustigado…
Ainda tão magoado…
Os teus olhos dão-me alento
E é por eles que na tua alma entro.


Olhos que me fascinam!
Tão banais e tão imortais…
Olhos de ninfa encantada,
Olhos de alquimista iluminada,
Olhos que me encantam a alma,
Olhos da minha mulher amada.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Liberdade?

Livre é aquele que faz o que quer,
o que gosta, independentemente
do que os outros pensam ou digam.
Claro que esta liberdade tem limites,
mas apenas os nossos,
apenas os limites que desejamos.

Por isso liberta-te, ou se desejares…
prende-te, isola-te, o que quiseres.


Não arrastes os outros para fazer o que queres
pois estás a condicionar a vontade deles.
Sê condescendente e segue o teu caminho,
nem que tenhas que o seguir sozinho.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

“Xau, vô!”


Em planícies verdejantes,
Com céus e riachos límpidos,
Rios com margens elegantes,
E estonteantes jardins floridos.

Na paz te encontras,
Na plenitude do fim.
Por nós olharás,
Aí no teu jardim.

A chama do teu espírito de guerreiro que arde lá no alto,
Brilha como o ávido sol e é forte como um planalto.
Aquele “até logo, vô!”.
“Xau, vô!”…


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

À espera de salvação



Num quarto fechado, preso, a sufocar,
portas trancadas, persianas entreabertas…
Lá para fora nada vejo, lá não tenho lugar.
Fico-me pela caneta e pelas letras.

Gosto tanto do preto e branco e das sombras do cinzento,
queria tanto ter mais cor, mas à vontade não me sinto.

Olho para o espelho,
infinidades de escolha,
neste grande sofrimento,
perdido no papel da folha.

Ao longo deste caminho, onde foi que fiz o desvio?
Sempre na solidão, mesmo acompanhado.
Onde foi que fiquei tão mal tratado?

Ao longo deste caminho, onde foi que fiz o desvio?
Sempre na solidão, mesmo acompanhado.
Onde foi que fiquei tão mal tratado?
Uma chama que agora não passa de um pavio.

Ainda que novo, caído no chão,
inanimado, fico à espera de salvação.